
As críticas mais ácidas são contra as novelas. Cena de violência, homossexualismo explícito, traição entre pessoas casadas, estímulos ao uso de drogas e associação ao crime organizado, fazem parte do conteúdo das novelas – em maior ou menor escala. Tudo isso em horário onde crianças, adolescentes e jovens assistem normalmente.
Na guerra pela conquista de audiência não existe limite por parte das redes de TV. Conteúdo sensual, licensiosidade generalizada e todo tipo de ataque a família são expostos nos lares. Não há fiscalização. Eles fazem o que querem. Alguém pode dizer: “quem não gostar desligue a televisão”. Não é assim. O pai ou mãe que ameaçar desligar o televisor verá uma revolta geral dos filhos. A contensão desses abusos terá que vir de fora – dos governos e da sociedade organizada.
O vice-presidente da República José Alencar e os senadores Marcelo Crivella e Magno Malta que são evangélicos, com apoio de 38 deputados evangélicos estão liderando um movimento que pretende providências contra esses abusos. Estão previstos debates de associações de defesa da família, entrevistas em emissoras de rádio e TV e com as entidades representativas das emissoras de Televisão.
O foco será os executivos das redes de TV e autores de novelas. Se for verdade tudo isso, é uma excelente iniciativa. É preciso também, incluir nos debates, parlamentares, católicos, espíritas e todos que assumem publicamente alguma responsabilidade social. Não são só os evangélicos. O problema do conteúdo das novelas é uma assunto nacional – um ataque as famílias em geral. Portanto, deve unir a sociedade brasileira em defesa da família. Alguns setores contrários a iniciativa, já começam a espalhar dúvidas.
Marcelo Crivella, um dos líderes desse movimento, é sobrinho de Edir Macedo, dono da Igreja Universal e da Rede Record. Dos 38 deputados da bancada evangélica, a maioria tem controle acionário ou é dono de emissoras de TV. Inclusive o vice-presidente da República José Alencar e o presidente do Senado José Sarney. Mesmo que isso seja verdade, está embutida na proposta o compromisso social com a família. O fortalecimento da família deve ficar acima de qualquer outro interesse pessoal, empresarial ou político.
Eu, Carlos Alberto Santos, apoio totalmente essa iniciativa. Entendo que o conteúdo das novelas está agressivo, licenciosioso e extremamente perigoso para o futuro das famílias. Entendo que de forma isolada os pais tornaram-se impotentes. Esse lixo todo de novelas, filmes e séries, está sendo jogado debaixo do tapete dos lares, exercendo uma influência negativa nos filhos.
Hoje há uma reação natural da sociedade. A rede Globo tem recebido uma enxurrada de mensagens de pais e entidades representativas da sociedade, questionando o conteúdo da novela das oito. Nessa novela os personagens principais estão envolvidos numa verdadeira orgia coletiva. O marido trai a esposa com empregada na cama do casal. Por sua vez, a esposa tem um caso amoroso fora do casamento, onde uma criança é envolvida, tornando-se testemunha ocular da traição.
Cunhado e cunhada estão envolvidos em relações amorosas fora do casamento. Enfim, toda novela uma farra que depõe contra os valores familiares. Todo o esforço no sentido de melhorar o conteúdo das novelas, shows, filmes e outros programas de TV é louvável.
O que se espera é que essa iniciativa não seja apenas um reforço para partidos e políticos em época pré-eleitoral. O que seria abominável. Afinal é a família – o bem mais precioso da sociedade brasileira que está em jogo.
Fazer política partidária em cima da família seria uma monstruosidade.
Torço para que a campanha seja séria e voltada realmente para a defesa da família. Se for assim, darei todo meu apoio e ajudarei em sua realização